segunda-feira, 28 de abril de 2008

Despe-Te-Que-Suas WORKSHOPS/08

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MÚSICA IMPROVISADA
por JOÃO LUIS MACEDO

21-24 Maio

Anexo Pousada da Juventude de Ponta Delgada


Qualquer material produtor de som.

Dirigido a músicos e a não-músicos, interessados em promover a criatividade e o imaginário, através do som, e em integrar a diversidade estética que caracteriza o panorama da música contemporânea.

Consiste em três sessões de experimentação em colectivo e uma quarta realizada em público.

improvisação é libertação – assim era e assim é

Este workshop será dinamizado por João Luís Macedo, músico guitarrista, formado em Guitarra Clássica e que tem incursado pela nova música improvisada, actuando com figuras de destaque do nosso país.

horário: pós laboral

inscrições/ informações: 91 100 41 57
despe.te.que.suas@gmail.com



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CRIATIVIDADE E TREINO DO ACTOR
por NELSON CABRAL

27mai - 15jun

Maio: 27, 28, 29, 30, 31
Junho: 3, 4, 5, 6, 7, 10, 11, 12, 14, 15

Anexo Pousada da Juventude de Ponta Delgada


- Jogos de disponibilidade mental e corporal, de grupo, de confiança, de energia, de ritmo;
- Jogos de acesso ao inconsciente criador que manifestam as condições necessárias ao acto criativo;
- Exercícios reveladores da consciência de si próprio, do seu corpo, e dos outros;
- Exercícios de estimulo da expressão corporal e oral, dentro e fora do jogo dramático.
- Exercícios de voz e exploração sonora, a descoberta das possibilidades sonoras, quer da voz, quer do corpo como produtor de sons;
- Exercícios de Improvisação dramática, orientada a partir de estímulos diversificados;
- A Linguagem teatral, sentido teatral e verdade teatral;
- O contacto com o texto dramático e não dramático;
- Construção e consolidação da personagem.

No final deste workshop, será apresentado ao público o seu resultado, sob a forma de exercício/espectáculo.




Nelson Cabral é Actor e Encenador, nascido há 35 anos em Ponta Delgada, Açores.
Concluiu em 1997 o Curso de Formação de Actores na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo, Porto. Desde aí, tem trabalhado em Companhias de Teatro, como o Teatro da Garagem, Teatro da Cornucópia, Artistas Unidos, Cassefaz, Escola de Mulheres, Seiva Trupe, Chapitô, entre outras, assim como em inúmeros projectos independentes.
Nos Açores, desde 2005, tem dirigido vários espectáculos, com produção da Associação ArtePalco (São Miguel) e Grupo de Teatro Muitieramá (Lajes do Pico).
Paralelamente, tem participado como actor, em séries e telenovelas.
Faz locuções e dobragens áudio.
Estende a sua actividade à Formação Teatral, desenvolvendo workshops de "Criatividade e Treino do Actor" em diversas associações culturais, escolas e grupos de teatro.
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horário: pós laboral
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inscrições/ informações: 91 100 41 57


Os workshops Despe-Te-Que-Suas contam com o apoio da Presidência do Governo dos Açores/ Direcção Regional da Cultura e da Direcção Regional da Juventude.



terça-feira, 22 de abril de 2008

O JARDIM DA DONA CLARA

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Já está confirmada a data e local de estreia deste espectáculo de teatro musical, destinado a crianças com mais de 3 anos, e restante familia e amigos:

Auditório da Biblioteca Pública e
Arquivo Regional de Ponta Delgada
Domingos - 18 e 25 de Maio
17 Horas

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Corre o ano de 1998 e o Teatro da Garagem escreve mais uma página na História do Teatro Português.


É certo que o Teatro é uma arte efémera… o que aconteceu no espectáculo de ontem jamais será repetido da mesma forma… o público é outro, os actores respiram outro ar, e por muitos vídeos e fotografias que se façam, não existem condições para que o momento teatral seja novamente vivido.
Mas há acontecimentos que merecem não ser esquecidos por aqueles que os viveram. E esse reavivar da memória, ao mesmo tempo que se conta uma bonita história, bem pode servir de tónico e estimulo a todos aqueles que escolheram a expressão artística para modo de vida… a todos aqueles que “se despem porque suam”.
Vou fazer um exercício de recuo no tempo e peço que me acompanhem… 10 anos… 1998.
Em 1998, o Teatro da Garagem concluía um ciclo de cinco peças: PENTATEUCO – Manual de Sobrevivência para o ano 2000. Cinco espectáculos com a autoria e encenação de Carlos J. Pessoa. Foram cinco peças estreadas no espaço de ano e meio; O Homem que Ressuscitou, Desertos, Peregrinação, A Escrita da Água, A Menina que foi Avó.
Até agora, nada de novo…
Depois de estreado o ultimo destes espectáculos e de algumas digressões, faltava criar-se um evento para que as peças fossem mais facilmente vistas no contexto do PENTATEUCO.
Em co-produção com o Centro Cultural de Belém, lá se apresentaram, durante um mês, os cinco espectáculos estreados num ano e meio.
Mas faltava ainda o grande desafio… Os cinco espectáculos num só evento de um só dia.
O Citemor ( Festival de Montemor-o-Velho) desse ano foi o palco e o parceiro ideal para esse acontecimento.
Assim, um grupo de cerca de 300 espectadores, acompanhou o Teatro da Garagem no evento especial de inauguração do Citemor/98, que consistia na apresentação das cinco peças, em diferentes espaços da Vila de Montemor-O-Velho.
Esta maratona de teatro começou pelas 16 horas, com o primeiro espectáculo a acontecer no velhinho Teatro Esther de Carvalho; a segunda peça decorreu numa praça da vila; a terceira, e já depois do intervalo para jantar, aconteceu no palco do festival montado no interior do Castelo; o quarto e quinto espectáculos aconteceram no magnífico cenário natural do Castelo de Montemor-O-Velho.
No ultimo espectáculo, ao último acorde, à ultima fala, ao ultimo rasgo de iluminação, e parecendo tudo tremendamente acertado, respondeu o relógio da igreja a dar as badaladas das 5 da manhã… e respondeu um galo que começou a cantar… e responderam os espectadores com a ovação que se esperava.
Quem lá esteve nesse dia, público e garagianos, sentiram-se como que a fazer História.
Gostava de deixar aqui os nomes de todos os que fizeram parte da Equipa da Garagem, os heróis que tornaram esse dia possível.
Tenho de começar pela grande e saudosa Isabel de Castro (1931-2005).
Carlos J. Pessoa, Maria João Vicente, José Espada, João Calvário, Inês Vicente, Teresa Azevedo Gomes, João de Almeida, Sérgio Delgado, Daniel Cervantes, Inês Correia, Miguel Mendes, Jorge de Andrade, Sara Duarte, João Didelet, Marco Delgado, Nelson Cabral, Anabela Almeida, Sílvia Filipe.
Numa semana particularmente feliz para aqueles que "se despem porque suam", fica aqui esta pequena grande história.
Há muito para fazer…não se estabeleçam, não nos estabeleçam limites. Esta aventura vai ser o que nós quisermos que ela seja.
* fotografia do espectáculo A Menina que foi Avó

quinta-feira, 27 de março de 2008

Dia Mundial do Teatro


Este ano o ITI (International Theatre Institute) convidou o actor/ encenador/ dramaturgo canadiano Robert Lepage para ser o autor da Mensagem Internacional do Dia Mundial do Teatro.
Hoje, por tradição, em todo o mundo e onde quer que se faça um espectáculo de teatro, a mensagem é traduzida e lida ao público, antes ou depois de cada actuação.

MENSAGEM INTERNACIONAL
DIA MUNDIAL DO TEATRO/ 2008
"Existem várias hipóteses sobre as origens do teatro, mas aquela que me interpela mais tem a forma de uma fábula:
Uma noite, na alvorada dos tempos, um grupo de homens juntou-se numa pedreira para se aquecer em volta de uma fogueira e para contar histórias. De repente, um deles teve a ideia de se levantar e usar a sua sombra para ilustrar o seu conto.
Usando a luz das chamas ele fez aparecer nas paredes da pedreira, personagens maiores que o natural. Deslumbrados, os outros reconheceram por sua vez o forte e o débil, o opressor e o oprimido, o deus e o mortal.
Actualmente, a luz dos projectores substituiu a original fogueira ao ar livre, e a maquinaria de cena, as paredes da pedreira.
E com todo o respeito por certos puristas, esta fábula lembra-nos que a tecnologia está presente desde os primórdios do teatro e que não deve ser entendida como uma ameaça, mas sim como um elemento unificador.
A sobrevivência da arte teatral depende da sua capacidade de se reinventar abraçando novos instrumentos e novas linguagens.
Senão, como poderá o teatro continuar a ser testemunha das grandes questões da sua época e promover a compreensão entre povos sem ter, em si mesmo, um espírito de abertura?
Como poderá ele orgulhar-se de nos oferecer soluções para os problemas da intolerância, da exclusão e do racismo se, na sua própria prática, resistiu a toda a fusão e integração?
Para representar o mundo em toda a sua complexidade, o artista deve propor novas formas e ideias, e confiar na inteligência do espectador, que é capaz de distinguir a silhueta da humanidade neste perpétuo jogo de luz e sombra.
É verdade que a brincar demasiado com o fogo, o homem corre o risco de se queimar, mas ganha igualmente a possibilidade de deslumbrar e iluminar."
Robert Lepage
# foto de Bill Cooper do espectáculo 1984, dirigido por Robert Lepage e produção da The Royal Opera House/05, a partir da novela de George Orwell.